AS FLORES ESTÃO VOLTANDO?
As flores estão voltando,
mês de setembro, é verdade...
Os jovens estão amando,
E eu o quê? - Sinto saudade...
Abre-se o sol. Manso, brando,
desponta a felicidade...
O tempo roda cantando,
e eu conto a triste saudade....
É setembro, a primavera
vem logo mais, muda a era,
brotas flores, nos rosais...
E eu aqui, Deus louvado,
Na idade desconsolado,
Esperando o quê? Que mais?
II
Conto o tempo como o tempo
conta a vida indefinido...
É um contar dolorido
porque se conta em destempo...
Meu mundo passou... Perempto
deixou o ontem vencido.
O amanhã? Não tem sentido
o meu amanhã de tempo...
Quem fecha, gente, os noventa,
aguenta, por que aguenta,
sorrindo pra não chorar!
O consolo, a mim, por Deus,
é este poema que os meus
noventa sabem cantar...
III
Adeus, adeus ilusões,
Se eu, setembros vir a mais,
não os verão meu cabedais
de sonhos e comunhões...
Vê-los-ão em lampiões
de fuscos, doridos ais,
meu passado, o nunca mais,
de quem cria, sensações...
A idade longa é mentira,
fantasia que se aspira
só para contar o tempo...
Canta João, tua lira,
sustente a triste mentira
de ser mentira de tempo.
VISITE SEMPRE O CANTINHO VIRTUAL DO ACAMPAMENTO DA POESIA DE ENTRE-ÍJUIS. http://acampamentodapoesia.blogspot.com/
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sábado, 2 de outubro de 2010
terça-feira, 27 de abril de 2010
Poema de João Justiniano
Tamos indo bem, seu Mário, tamos indo bem, dona Battirola, tamos indo bem!
Com certeza até o próximo encontro estaremos com milhares de leituras neste blog.
Com certeza até o próximo encontro estaremos com milhares de leituras neste blog.
E para o pessoal não pensar que apesar de escravo do soneto não escrevo coisa diferente,
vai esta:
CRISTO NASCEU.
25-12-07.
Meia noite, vinte e quatro de dezembro.
O ano?
Zerou, e começa nova era...
O galo canta:
- Cristo nasceu!
E a ovelha bala:
- Pois é...
Dá sopros, mugindo, o boi:
- Não foi! Não foi!
Vêm os cordeiros agora,
contemplam o nascituro.
Vêem
a estrela encimando a mente
e dizem aos animais:
- Senhores,
cantai, a Estrela é de Davi.
É um novo rei que nos vem...
- Mas logo aqui em Belém,
mastiga o muar zangado,
e volta a ovelha:
- Pois é!
Chegam depois os reis,
olham, reolham, festejam.
Oferecem mirra e incenso,
óleos santos do oriente
e dizem:
- Nós vimos a estrela e a seguimos...
Está escrito no passado
que numa gruta, em Belém,
nasce o rei da humanidade.
Nós viemos adorá-lo.
Todos, todos os presentes,
pastores e animais,
respondem em coro:
- Nós também!
E juntos cantam:
- Nasceu, nasceu,
Jesus nasceu em Belém
para glória do Senhor
e paz da humanidade.
Viemos testemunhar.
--
Visite e convide seus contatos.
http://poetasdoacampamento.blogspot.com/
CONTATOS:
solsolbat@bol.com.br
mariosimon@terra.com.br
vai esta:
CRISTO NASCEU.
25-12-07.
Meia noite, vinte e quatro de dezembro.
O ano?
Zerou, e começa nova era...
O galo canta:
- Cristo nasceu!
E a ovelha bala:
- Pois é...
Dá sopros, mugindo, o boi:
- Não foi! Não foi!
Vêm os cordeiros agora,
contemplam o nascituro.
Vêem
a estrela encimando a mente
e dizem aos animais:
- Senhores,
cantai, a Estrela é de Davi.
É um novo rei que nos vem...
- Mas logo aqui em Belém,
mastiga o muar zangado,
e volta a ovelha:
- Pois é!
Chegam depois os reis,
olham, reolham, festejam.
Oferecem mirra e incenso,
óleos santos do oriente
e dizem:
- Nós vimos a estrela e a seguimos...
Está escrito no passado
que numa gruta, em Belém,
nasce o rei da humanidade.
Nós viemos adorá-lo.
Todos, todos os presentes,
pastores e animais,
respondem em coro:
- Nós também!
E juntos cantam:
- Nasceu, nasceu,
Jesus nasceu em Belém
para glória do Senhor
e paz da humanidade.
Viemos testemunhar.
--
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