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domingo, 2 de dezembro de 2012
A ORIGEM DO NATAL - Por Otavio Reichert
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quarta-feira, 13 de julho de 2011
Fwd: POEMA MÃE! MÃE! MÃE! por SolBatt
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Assunto: POEMA MÃE! MÃE! MÃE! por SolBatt
Enviada: 06/05/2009 02:00
MÃE!
MÃE!
MÃE!
És amor personificado.
Nome bendito,
Olhar cuidadoso,
Poema de sonhos,
Suave perfume,
Carícia sublime,
Alvorada de luz,
Calor humano.
Na tua oficina do amor, aprendemos a semear o amor e a paz!
Repartimos um pouco de nós com aqueles que DEUS colocou em nossas vidas.
MÃE!
MÃE!
MÃE!
éÉs benção dos céus!
Estrela guia,
Voz pura,
Olhar cuidadoso,
Flor bela,
Palavra sincera,
Gesto carinhoso,
Destino conduzindo outro destino.
Paz no infinito.
Mulher sábia que desvenda os segredos da vida.
MÃE!
MÃE!
MÃE!
És o exercício permanente do amor!
Solange da Cruz Battirola
http://www.poetasdelmundo.com/verInfo.asp?ID=4608
É licenciada em Pedagogia pela URI – Universidade Regional Integrada. Doutoranda em Educação pela UTIC – Universidade Tecnológica Intercontinental. Professora da Rede Estadual de Ensino, tem trabalhos publicados no livros: Voragem, Aldeias, Presença, Afluências, Letras Contemporâneas, Revistas Pedagógicas, agendas poéticas, escreve semanalmente para o Jornal Missioneiro e mantém a coluna mensal do VirArte, no Jornal Igaçaba. Considera-se aprendiz da vida e de seus encantos, mora no município de São Luiz Gonzaga, Rio Grande do Sul, faz parte do Movimento Literário virArte e do Instituto Histórico e Geográfico/ SLG.
E-mail:
solsolbat@bol.com.br
BLOG:
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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
POEMA ENVIADO POR RENATO SCHORR
Por: Renato Schorr
O bodegueiro apontava no caderno
Cachaça banha açúcar e querosene
Até vinho que na venda não havia
Vigiava matreiro ideias desconfiadas
E de quem ousasse pedir explicação
Ao final do dia ele pedia penitência.
Encontrei o tal bolicheiro
Despachando mui faceiro
Reparei num dos sujeitos
Escorado assim no balcão
outro andarengo vagaroso
Ambos olhares “sedentos”
Sem merecer do anfitrião
A tão esperada fidalguia.
Travei batalha nas ideias
Reconhece-los requeria
Semblantes mui antigos
Remoçados sem retoques
Cataloguei alguns traços
Enviei pro decodificador
Tardou poucos segundos
Veio o retorno inesperado.
Escorado estava Antonio Sepp
São João Batista era a redução
O andejante Antonio Pitanga
Daquele rincão fora um Cacique
Construtor de muitos caiques
São tempos pra rememoração.
Lembrei-me do homem da forqueta
E das assertivas que tanto insistia
Foi aqui tenho certeza pestanejava
Visão ampla pesca águas abundantes
Então “acordei” confrontei imagens
Dos olhos saltou-me qual alucinação
Dúvidas não ai depois dessas ilações
Muitas certezas felizes explicações
Confirmei no imaginário da razão
Dois homens dois tempos uma nação
Mário Simon de Sepp é reencarnação!
Relatei ao bolicheiro minha dedução
Franziu o cenho raspou os dois cílios
Com a velha coqueiro de picar fumo
Dos olhos arregalou-se estupefato
No caderno fez rasuras até supressões
Qual nunca visto gaguejou um urro
Soltando fumaça pelas duas narinas
Não! Chicote de Antonio Sepp – nãããooo!
De joelhos suplicou santas proteções
Claro está antanho fora ele o bolicheiro.
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POEMA ENVIADO POR RENATO SCHORR
Por: Renato Schorr
O bodegueiro apontava no caderno
Cachaça banha açúcar e querosene
Até vinho que na venda não havia
Vigiava matreiro ideias desconfiadas
E de quem ousasse pedir explicação
Ao final do dia ele pedia penitência.
Encontrei o tal bolicheiro
Despachando mui faceiro
Reparei num dos sujeitos
Escorado assim no balcão
outro andarengo vagaroso
Ambos olhares “sedentos”
Sem merecer do anfitrião
A tão esperada fidalguia.
Travei batalha nas ideias
Reconhece-los requeria
Semblantes mui antigos
Remoçados sem retoques
Cataloguei alguns traços
Enviei pro decodificador
Tardou poucos segundos
Veio o retorno inesperado.
Escorado estava Antonio Sepp
São João Batista era a redução
O andejante Antonio Pitanga
Daquele rincão fora um Cacique
Construtor de muitos caiques
São tempos pra rememoração.
Lembrei-me do homem da forqueta
E das assertivas que tanto insistia
Foi aqui tenho certeza pestanejava
Visão ampla pesca águas abundantes
Então “acordei” confrontei imagens
Dos olhos saltou-me qual alucinação
Dúvidas não ai depois dessas ilações
Muitas certezas felizes explicações
Confirmei no imaginário da razão
Dois homens dois tempos uma nação
Mário Simon de Sepp é reencarnação!
Relatei ao bolicheiro minha dedução
Franziu o cenho raspou os dois cílios
Com a velha coqueiro de picar fumo
Dos olhos arregalou-se estupefato
No caderno fez rasuras até supressões
Qual nunca visto gaguejou um urro
Soltando fumaça pelas duas narinas
Não! Chicote de Antonio Sepp – nãããooo!
De joelhos suplicou santas proteções
Claro está antanho fora ele o bolicheiro.
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sábado, 2 de outubro de 2010
AS FLORES ESTÃO VOLTANDO? João Justiniano
As flores estão voltando,
mês de setembro, é verdade...
Os jovens estão amando,
E eu o quê? - Sinto saudade...
Abre-se o sol. Manso, brando,
desponta a felicidade...
O tempo roda cantando,
e eu conto a triste saudade....
É setembro, a primavera
vem logo mais, muda a era,
brotas flores, nos rosais...
E eu aqui, Deus louvado,
Na idade desconsolado,
Esperando o quê? Que mais?
II
Conto o tempo como o tempo
conta a vida indefinido...
É um contar dolorido
porque se conta em destempo...
Meu mundo passou... Perempto
deixou o ontem vencido.
O amanhã? Não tem sentido
o meu amanhã de tempo...
Quem fecha, gente, os noventa,
aguenta, por que aguenta,
sorrindo pra não chorar!
O consolo, a mim, por Deus,
é este poema que os meus
noventa sabem cantar...
III
Adeus, adeus ilusões,
Se eu, setembros vir a mais,
não os verão meu cabedais
de sonhos e comunhões...
Vê-los-ão em lampiões
de fuscos, doridos ais,
meu passado, o nunca mais,
de quem cria, sensações...
A idade longa é mentira,
fantasia que se aspira
só para contar o tempo...
Canta João, tua lira,
sustente a triste mentira
de ser mentira de tempo.
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sexta-feira, 9 de julho de 2010
Rimas e Flores - Francisca de Carvalho Messa
Francisca de Carvalho Messa
Espalhei meus versos
Onde cantei o amor
Por jardins diversos
Misturei poesia com flor
São do mesmo universo
Os poemas são doces
As rosas perfumadas
Nada ficou disperso
Continuei espalhando
Minhas rimas nas praças
Entreguei aos namorados
Coloquei nas vidraças
Quero todos motivados
A ler meus poemas
Vai ser bom o resultado
Com certeza trocarão agrados
Até um beijo roubado
Versos de Amor!
Tira o casal da rotina
Oferecer à mulher uma flor
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POETA NÃO TEM IDADE - Francisca de Carvalho Messa
Francisca de Carvalho Messa
(Prosa poética)
O poeta tem como preceito
Não admitir discriminação
E muito menos preconceito
Ele fala com alma e coração
Poetas querem ter o direito
De expor seus versos tal canção
Causando com muito jeito
Aos leitores boa apreciação
O texto precisa ser perfeito
Com bastante imaginação
Para o leitor ficar satisfeito
A idade do poeta é neutra
Lembrem de Cora Coralina
Escrevia tal fosse uma menina
Cuidado críticos improvisados
Ao usar adjetivos impensados
Podem ofender o criticado
A poesia fala de amor carinho
Esses sentimentos cabe à todos
Das crianças ou mais idade
Se refira aos poetas como seres
Sensíveis, veja a capacidade
Isso que interessa e não a idade
Sapiência é dom da maturidade
Preste atenção na sensibilidade
Do seu semelhante sem ofender
Fale, escreva sem ferir dignidade
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terça-feira, 27 de abril de 2010
NOS CAMPOS DA TERRA - Poesia de Otávio Reichert
“E os campos da nossa terra?”
é o tema que nos embala
para maior sapiência
por favor, fiquem na sala.
Quem desperta a inteligência
em todo ato que faz
trabalha com mais leveza
e mais receita lhe traz.
Por sobre os mais belos campos
têm histórias não escritas
aquelas que nós vivemos
serão sempre as mais bonitas.
Sob o solo os dinossauros
são fósseis de outras eras
e o petróleo se formou
sob a crosta dessas terras.
Neste chão verte um tesouro
em abundância por aqui
há muita gente de olho
no aquífero guarani.
Otavio Reichert
Cordiais saudações!
Mário Simon
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Solange da Cruz Battirola
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Poema de João Justiniano
Com certeza até o próximo encontro estaremos com milhares de leituras neste blog.
vai esta:
CRISTO NASCEU.
25-12-07.
Meia noite, vinte e quatro de dezembro.
O ano?
Zerou, e começa nova era...
O galo canta:
- Cristo nasceu!
E a ovelha bala:
- Pois é...
Dá sopros, mugindo, o boi:
- Não foi! Não foi!
Vêm os cordeiros agora,
contemplam o nascituro.
Vêem
a estrela encimando a mente
e dizem aos animais:
- Senhores,
cantai, a Estrela é de Davi.
É um novo rei que nos vem...
- Mas logo aqui em Belém,
mastiga o muar zangado,
e volta a ovelha:
- Pois é!
Chegam depois os reis,
olham, reolham, festejam.
Oferecem mirra e incenso,
óleos santos do oriente
e dizem:
- Nós vimos a estrela e a seguimos...
Está escrito no passado
que numa gruta, em Belém,
nasce o rei da humanidade.
Nós viemos adorá-lo.
Todos, todos os presentes,
pastores e animais,
respondem em coro:
- Nós também!
E juntos cantam:
- Nasceu, nasceu,
Jesus nasceu em Belém
para glória do Senhor
e paz da humanidade.
Viemos testemunhar.
--
Visite e convide seus contatos.
http://poetasdoacampamento.blogspot.com/
CONTATOS:
solsolbat@bol.com.br
mariosimon@terra.com.br
JOÃO JUSTINIANO
Que ótima notícia meus amigos, que ótima notícia! Vamos-nos ler uns aos outros. Bravos!
Meu abraço e minha saudade.
João Justiniano
--
Visite e convide seus contatos.
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sábado, 20 de fevereiro de 2010
O CARPINTEIRO DO FOGO
Girvani Poeta...
Seu soneto está postado.
Forte abraço!
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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
APENAS UM SONETO
LEGENDA
19-12-09.
Quero ser terno e puro no poema,
e ter a linha reta. Curva zero.
Busco o simples no texto, o mais severo,
de modo que semelhe o alvor da gema.
Esta mão seja leve e eu não tema
no instante de compor o que bem quero,
à hora de trinar igual ao mero,
ou de acender a luz, marcar o trema.
Que mais desejo eu? Chegando ao fim,
quero, soltas aos ventos minhas cinzas,
voltar à eternidade de onde vim...
Tudo esquecido seja. Meu labor,
bem feitos e mal feitos, tudo cinzas,
Fique a legenda: – "a fé e a paz, o amor"!
APENAS UM SONETO.
07-01- 010
Eu quero um mar de rosas no teu colo
Vermelhas, brancas, rosas, multicor.
Risos e festas para o nosso amor,
Você Diana, eu amoroso Apolo.
Acácias no jardim, música em solo.
O simples voejar do beija flor.
Luz, sempre mais luz, mais luz... Calor!
Eu, cabeça pousada no teu colo...
Nós dois, você menina, eu infante,
A vida um riso. E sempre mais galante,
Aponto a estrela – Há de enfeitar teu leito.
- Não meu, mas nosso, dizes, rico enfeite...
O tempo foi-se, e, para teu deleite,
Não pude a estrela... Apenas um soneto...
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Retretas e cantares
AMIGO POETA... AMIGA POETISA Que os Anjos bons te inspirem e te iluminem. Comemorem a vida!! Com carinho, Renatinho |
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
INESQUECÍVEL E PRESENTE
INESQUECÍVEL DO ACAMPAMENTO DA POESIA JÁ HAVIA OUVIDO FALAR. MAS FOI APENAS NO OITAVO QUE PUDE PARTICIPAR. FUI MUITO BEM RECEBIDO, POR TODOS FUI BEM TRATADO. AMOR À PRIMEIRA VISTA E EU FIQUEI APAIXONADO. A compareceu LUA IlUmInAr PARA A GENTE. E TUDO QUE VI E OUVI ILUMINOU MINHA MENTE. O LUGAR É MUITO LINDO, PRESENTE DA NATUREZA. AS POESIAS E AS PRENDAS: UM DESFILE DE BELEZA. DORMIR ESCUTANDO Os Grilos E O CHUA DA Corredeira. ACORDAR COM OS PASSARINHOS E ÁGUA QUENTE NA CHALEIRA. TOMAR MATE COM OS AMIGOS, JOGANDO CONVERSA FORA. COMO O QUE É BOM DURA POUCO, ADEUS: PRECISO IR EMBORA. RODOLFO GUEDES RIBEIRO LONDRINA-PR
PRESENTE NOITE FELIZ, NOITE DE PAZ TODO MUNDO FALA, POUCA GENTE FAZ. DIA DE FESTA, NOITE DE LUZ, LEMBRAM DE TUDO, MAS Esquecem JESUS. AMIGO OCULTO, Roupa Nova e Casa Enfeitada PANETONE COM TRUFAS, CHAMPAGNE GELADA. APESAR DO CALOR, AINDA FAZ FRIO. GELADEIRA CHEIA, CORAÇÃO VAZIO. MAS HÁ ALGO ESTRANHO NO AR GOSTOSO. MALUCA UMA VONTADE DE RIR E CHORAR. Mesa Farta, todo mundo contente. TEM-SE TUDO, SÓ FALTA O "Presente". POR FAVOR, VENHAM TODOS CANTAR POIS O ANIVERSARIANTE JÁ ESTÁ PRA CHEGAR. Independentemente DO LUGAR E DA CRENÇA, O MELHOR PRESENTE AINDA É A PRESENÇA. OS PAIS PRESENTES NA VIDA DO FILHO. Juntinhos, COMO A PALHA NO MILHO. TECENDO O MUNDO COM TODO CARINHO A CRUZ E A COROA DE ESPINHOS. OS SONHOS ... O CORRE-CORRE DA VIDA ESQUIVANDO SE DAS DROGAS E DA BALA PERDIDA, O DIÁLOGO PRESENTE NA ESCOLA, NA RUA E NO LAR. FULANO! PRESENTE. PARABÉNS! É NATAL! NOITE FELIZ, NOITE DE PAZ E DE LUZ. TODOS PRESENTES, EU, VOCÊ E JESUS. RODOLFO GUEDES RIBEIRO LONDRINA-PR
|
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Poema
Vai anexo também; com imagem
ILUSÕES
Em palavras, rebusques,
demonstram cultura.
Vestidos e ternos
passeando na praça.
É capa tão tênue
que o olho desfaz.
Otavio Reichert
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Romance - Marjorie Bier
ter aprendido algumas sutilezas, alguns deslizes do coração.
O tipo de amor que dedico parece estranho no primeiro momento. Talvez
por isso mesmo é que eu o reconheça como amor. Não existem sentimentos
pré-estabelecidos, mas códigos delicados que o divulgam e botam medo.
Assustado, procuras em mim o que poderias encontrar em qualquer
pessoa: irmãos, garçons, mulheres ao alcance dos lábios e dos dedos.
Mas queres romance. Pipoca e sessão da tarde com garantia de happy
end.
Esse amor que eu sinto poderia, também, gerar um final feliz com
contas divididas, passeios pelo parque, trilha sonora melosa, mas
gosto tanto, inteiro, que não quero me preocupar com as claquetes, com
os cenários, com nada além de mim, além de você, do nosso cuidar
desajeitado.
Poulain na penúltima cena. Betty Blue às duas da manhã. Posso ser o
que você quiser em seu pensamento. Não entendo os nossos processos,
mas criei-me livre para dizer que te amo muito, aberta, incorreta, sem
conceito algum. Te amo sem nem saber se este é o nome que se dá a esse
sentimento. Mas que seja amor. Ou que não seja. Sou livre e amo. E
subscrevo-me.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Tristeza Fotográfica - Marjorie Bier
tempo, de tantas vezes vista. Nesta imagem em que te capto, teus olhos
já estão cansados. Seguem, anestesiados, em direção à minha lente.
Depois de tanto tempo, de tantas vezes vista, teu sorriso aberto
parece se fechar, como se a foto, de tão agredida, pudesse se mover.
Teus cabelos haviam sido cortados no dia desta fotografia, mas já
passou tanto tempo. Hoje, descubro tua pele mais clara, um tom azulado
em tua aura. Depois de tantos anos. Depois de tantas vezes vista.
A felicidade desbotada perde o viço na fotografia. Te envelheceu a
imagem manchada e o papel deteriorado. O retrato não disse nada.
Fotografias não falam. Retratos não revelam depois de tanto tempo e de
tantas vezes já vistos.
Tua fotografia me deixa tão triste.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Pingo de Gente
pequenas, entre a varanda e a sala de estar. Ela, deslumbrada com a
chuva que batia na beirada da janela e, vez por outra, voava em
direção ao vidro em acrobacias mirabolantes. A família, perplexa
diante de tamanha alegria.
Não usava sapatos a menina. Na ponta dos pés, pulava as poças
imaginárias e sorria. Brincava alto com sua própria voz assombrada. O
avô, com a mão cautelosa entre o queixo e a bengala, deixava escorrer,
disfarçado de chuva, a sua preguiçosa memória acordada.Com o vento, a porta se abre. Corre a criança com seus cabelos
cacheados. Senta no degrau da varanda e recolhe, do cantinho das
pedras, uma única gota de água. E volta para casa e senta na sala e
mantém seu segredo guardado.Da porta do quarto, observava encantada, aquele pinguinho de gente
descobrindo o amor ao cuidar do seu pequeno pingo de chuva nas mãos.
Marjorie Bier - Redatora Publicitária e mais um monte de coisas que
voc~e encontra no blog http://marjoriebier.wordpress.com/
sábado, 14 de novembro de 2009
Paciência (Maria Elisa Berwanger)
| Paciência Busca a paciência dos velhos monges nos claustros dos mosteiros úmidos, silêncio crepuscular das eras, rasgadas sombras por réstias de sol na atmosfera. Evolação de velas, bailarinas imagens na parede nua da fria cela, tingida em paz, oração e lua. O puído terço rolando contas entre dedos magros, monótona voz, cantilena de salmos sagrados. Busca essa paciência amiga, sem sobressaltos altos, essa paciência de pés descalços, que já vem antiga. Banha a alma no silêncio dos silêncios vivos, repleto de brancos pássaros, de branco sensitivo. Busca a paciência que há milênios se remonta, um canto teu, inviolável ao turbilhão das ondas, lá onde nunca hão de cobrar-te a conta... |
Veja quais são os assuntos do momento no Yahoo! + Buscados: Top 10 - Celebridades - Música - Esportes
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Cleide Muniz Sanches
Paisagem
Eu me integro na eternidade da paisagem,
Desta mesma paisagem de onde vim, de que sou e para onde irei,
Planuras habitadas pelo gênio caseiro dos camponeses
Dos lavradores e das lavadeiras que namoram riachos
E gastam os olhos nas águas e os dedos na espuma do sabão.
Chegou o Windows 7. Deixe seu computador mais simples e fácil. Clique para conhecer.
