AMIGO POETA... AMIGA POETISA Que os Anjos bons te inspirem e te iluminem. Comemorem a vida!! Com carinho, Renatinho |
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Retretas e cantares
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
INESQUECÍVEL E PRESENTE
INESQUECÍVEL DO ACAMPAMENTO DA POESIA JÁ HAVIA OUVIDO FALAR. MAS FOI APENAS NO OITAVO QUE PUDE PARTICIPAR. FUI MUITO BEM RECEBIDO, POR TODOS FUI BEM TRATADO. AMOR À PRIMEIRA VISTA E EU FIQUEI APAIXONADO. A compareceu LUA IlUmInAr PARA A GENTE. E TUDO QUE VI E OUVI ILUMINOU MINHA MENTE. O LUGAR É MUITO LINDO, PRESENTE DA NATUREZA. AS POESIAS E AS PRENDAS: UM DESFILE DE BELEZA. DORMIR ESCUTANDO Os Grilos E O CHUA DA Corredeira. ACORDAR COM OS PASSARINHOS E ÁGUA QUENTE NA CHALEIRA. TOMAR MATE COM OS AMIGOS, JOGANDO CONVERSA FORA. COMO O QUE É BOM DURA POUCO, ADEUS: PRECISO IR EMBORA. RODOLFO GUEDES RIBEIRO LONDRINA-PR
PRESENTE NOITE FELIZ, NOITE DE PAZ TODO MUNDO FALA, POUCA GENTE FAZ. DIA DE FESTA, NOITE DE LUZ, LEMBRAM DE TUDO, MAS Esquecem JESUS. AMIGO OCULTO, Roupa Nova e Casa Enfeitada PANETONE COM TRUFAS, CHAMPAGNE GELADA. APESAR DO CALOR, AINDA FAZ FRIO. GELADEIRA CHEIA, CORAÇÃO VAZIO. MAS HÁ ALGO ESTRANHO NO AR GOSTOSO. MALUCA UMA VONTADE DE RIR E CHORAR. Mesa Farta, todo mundo contente. TEM-SE TUDO, SÓ FALTA O "Presente". POR FAVOR, VENHAM TODOS CANTAR POIS O ANIVERSARIANTE JÁ ESTÁ PRA CHEGAR. Independentemente DO LUGAR E DA CRENÇA, O MELHOR PRESENTE AINDA É A PRESENÇA. OS PAIS PRESENTES NA VIDA DO FILHO. Juntinhos, COMO A PALHA NO MILHO. TECENDO O MUNDO COM TODO CARINHO A CRUZ E A COROA DE ESPINHOS. OS SONHOS ... O CORRE-CORRE DA VIDA ESQUIVANDO SE DAS DROGAS E DA BALA PERDIDA, O DIÁLOGO PRESENTE NA ESCOLA, NA RUA E NO LAR. FULANO! PRESENTE. PARABÉNS! É NATAL! NOITE FELIZ, NOITE DE PAZ E DE LUZ. TODOS PRESENTES, EU, VOCÊ E JESUS. RODOLFO GUEDES RIBEIRO LONDRINA-PR
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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
POESIAS PARA O BLOG DO ACAMPAMENTO
Prezados Amigos Em anexo seguem duas poesias de minha autoria para serem colocadas no BLOG DO ACAMPAMENTO. Muito obrigado pela atenção! Rodolfo Guedes Ribeiro Londrina-PR |
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terça-feira, 15 de dezembro de 2009
AVISO
As postagens serão moderadas para que consigamosmanter um layout limpoe de fácil leitura.
Os textos devem ser enviados para poetadoacampamento@gmail.com
o blog é http://poetasdoacampamento.wordpress.com/
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Poema
Vai anexo também; com imagem
ILUSÕES
Em palavras, rebusques,
demonstram cultura.
Vestidos e ternos
passeando na praça.
É capa tão tênue
que o olho desfaz.
Otavio Reichert
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Recado aos anfitriões do Acampamento da Poesia
Estimadíssimos JANDIRA e MÁRIO SIMON
(anfitriões do Acampamento da Poesia)
Com a alma iluminada pela luz da aurora deste dia fulgurante (coisa rara nesta sucessão de dias chuvosos e úmidos que vêm castigando o solo gaúcho desde o mês de setembro), escrevo-lhes:
Abençoados os amigos, cujas irradiações emanam de todos os elementos que brilham, e assim me é a lembrança de vocês, pois dou-me conta da eternidade que vive na essência do virtuoso sentimento de amizade!
Queridos amigos, ainda que o céu se derreta intensamente sob os destemperos climáticos, sei que há pedaços de sol aí em vosso recanto, e o carinho e a hospitalidade de vocês são grãos de amor que encontraram terra fértil em meu coração, constantemente visitado pela inspiração.
Nesta oportunidade, lhes mando – soprados pelos lábios do vento – os votos de um FELIZ NATAL e ABENÇOADO ANO VINDOURO!
Com os fios da saudade e das boas recordações de minhas estadias entre vós, Jandira e Mário, aqui no “Porto dos Casais” continuarei bordando os caminhos que nossa sincera amizade inventa!
Um GRANDE abraço desta amiga e irmã na poesia: Lúcia Barcelos
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Amigos poetas
cliques vieram de todas as partes, sinal de que o acampamento tem
mesmo respaldo.
Para fazer suas postagens (publicar poemas), envie mensagem para
poetadoacampamento@gmail.com
Assim que for editada a mensagem, ela cai no blog
htt://poetasdoacampamento.wordpress.com/
Divulgue, participe!
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
NOVO BLOG
Já está no ar o blog oficial do Acampamento da Poesia.
As postagens serão moderadas para que consigamosmanter um layout limpo
e de fácil leitura.
Os textos devem ser enviados para poetadoacampamento@gmail.com
Romance - Marjorie Bier
ter aprendido algumas sutilezas, alguns deslizes do coração.
O tipo de amor que dedico parece estranho no primeiro momento. Talvez
por isso mesmo é que eu o reconheça como amor. Não existem sentimentos
pré-estabelecidos, mas códigos delicados que o divulgam e botam medo.
Assustado, procuras em mim o que poderias encontrar em qualquer
pessoa: irmãos, garçons, mulheres ao alcance dos lábios e dos dedos.
Mas queres romance. Pipoca e sessão da tarde com garantia de happy
end.
Esse amor que eu sinto poderia, também, gerar um final feliz com
contas divididas, passeios pelo parque, trilha sonora melosa, mas
gosto tanto, inteiro, que não quero me preocupar com as claquetes, com
os cenários, com nada além de mim, além de você, do nosso cuidar
desajeitado.
Poulain na penúltima cena. Betty Blue às duas da manhã. Posso ser o
que você quiser em seu pensamento. Não entendo os nossos processos,
mas criei-me livre para dizer que te amo muito, aberta, incorreta, sem
conceito algum. Te amo sem nem saber se este é o nome que se dá a esse
sentimento. Mas que seja amor. Ou que não seja. Sou livre e amo. E
subscrevo-me.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Tristeza Fotográfica - Marjorie Bier
tempo, de tantas vezes vista. Nesta imagem em que te capto, teus olhos
já estão cansados. Seguem, anestesiados, em direção à minha lente.
Depois de tanto tempo, de tantas vezes vista, teu sorriso aberto
parece se fechar, como se a foto, de tão agredida, pudesse se mover.
Teus cabelos haviam sido cortados no dia desta fotografia, mas já
passou tanto tempo. Hoje, descubro tua pele mais clara, um tom azulado
em tua aura. Depois de tantos anos. Depois de tantas vezes vista.
A felicidade desbotada perde o viço na fotografia. Te envelheceu a
imagem manchada e o papel deteriorado. O retrato não disse nada.
Fotografias não falam. Retratos não revelam depois de tanto tempo e de
tantas vezes já vistos.
Tua fotografia me deixa tão triste.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
AMIGOS POETAS
Se optarem por postagens rápidas, sem burocracias, enviem um e-mail para:
acampamentodapoesia.solbatt@blogger.com
No item assunto: VOCÊ DIGITA O TÍTULO COM SEU NOME.
No espaço da mensagem, escreva seu poema, sua poesia, seu texto, suas idéias...
Imediatamente, será publicada no nosso blog. Contamos contigo para o
sucesso de nosso trabalho!
Basta conferir: http://acampamentodapoesia.blogspot.com/
Forte abraço!
Mário Simon
Escritor e Criador do Acampamento da Poesia
Solange Battirola
Poetisa que realiza os registros fotográficos do Acampamento da Poesia
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Pingo de Gente
pequenas, entre a varanda e a sala de estar. Ela, deslumbrada com a
chuva que batia na beirada da janela e, vez por outra, voava em
direção ao vidro em acrobacias mirabolantes. A família, perplexa
diante de tamanha alegria.
Não usava sapatos a menina. Na ponta dos pés, pulava as poças
imaginárias e sorria. Brincava alto com sua própria voz assombrada. O
avô, com a mão cautelosa entre o queixo e a bengala, deixava escorrer,
disfarçado de chuva, a sua preguiçosa memória acordada.Com o vento, a porta se abre. Corre a criança com seus cabelos
cacheados. Senta no degrau da varanda e recolhe, do cantinho das
pedras, uma única gota de água. E volta para casa e senta na sala e
mantém seu segredo guardado.Da porta do quarto, observava encantada, aquele pinguinho de gente
descobrindo o amor ao cuidar do seu pequeno pingo de chuva nas mãos.
Marjorie Bier - Redatora Publicitária e mais um monte de coisas que
voc~e encontra no blog http://marjoriebier.wordpress.com/
domingo, 15 de novembro de 2009
Divulgação
Contabilizamos 65 acessos em 15 dias, com certeza ultrapassaremos 100 acessos em um mês.
Continuem divulgando nosso blog aos amigos e peçam que estes visitem, deixando seus comentários:
http://acampamentodapoesia.blogspot.com/
Cordiais saudações!
Mário Simon
Solange Battirola
sábado, 14 de novembro de 2009
Paciência (Maria Elisa Berwanger)
| Paciência Busca a paciência dos velhos monges nos claustros dos mosteiros úmidos, silêncio crepuscular das eras, rasgadas sombras por réstias de sol na atmosfera. Evolação de velas, bailarinas imagens na parede nua da fria cela, tingida em paz, oração e lua. O puído terço rolando contas entre dedos magros, monótona voz, cantilena de salmos sagrados. Busca essa paciência amiga, sem sobressaltos altos, essa paciência de pés descalços, que já vem antiga. Banha a alma no silêncio dos silêncios vivos, repleto de brancos pássaros, de branco sensitivo. Busca a paciência que há milênios se remonta, um canto teu, inviolável ao turbilhão das ondas, lá onde nunca hão de cobrar-te a conta... |
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quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Cleide Muniz Sanches
Paisagem
Eu me integro na eternidade da paisagem,
Desta mesma paisagem de onde vim, de que sou e para onde irei,
Planuras habitadas pelo gênio caseiro dos camponeses
Dos lavradores e das lavadeiras que namoram riachos
E gastam os olhos nas águas e os dedos na espuma do sabão.
Chegou o Windows 7. Deixe seu computador mais simples e fácil. Clique para conhecer.
DESPEDIDA - POR JOÃO JUSTINIANO
DESPEDIDA.
João Justiniano
13.02-07, ÁS 22H.
A despedida dói. É isso aí, querida;
pede renúncia e paz, sempre respeito e afeto.
A última palavra amenize a ferida;
toda separação deixa um casal sem teto.
O coração da gente em chaga e a alma inquieta,
pretendem recuar, vacilam. Exaurido
O sentimento grita. E é torta a linha reta.
Uma curva embaçara a outra curva. Exceto
A razão - nada é certo. E essa mesmo chafurda!
"Que farei eu agora, ela diz, quem por mim,
quando o passado é morto e a dianteira é surda"?
É parar e pensar. Isso não é o fim.
É antes recomeço. Um chinês e uma curda,
ele espera você e ela espera a mim...
A
MERECIMENTO AOS DEUSES por JOÃO JUSTINIANO
MERECIMENTO AOS DEUSES
João Justiniano
17.08.07
Não é que o céu me olhou do azul alto e infinito,
numa benevolência astral de iluminuras,
assim como se olhasse um seu, o favorito
da benesse estelar, das bênçãos, as mais puras?
Curvei-me reverente, humílimo, contrito,
de tanto agradecido ao céu, que das alturas,
desceu a abençoar-me, a mim, pobre e proscrito,
sem expressão qualquer, sem vôos ou singraduras.
Orando perguntei-me e perguntei ao mundo,
que de merecimento eu tive em toda a vida
para tamanho amor do infinito oriundo...
Nem menos e nem mais, ouvi - que ser poeta,
sonhar estrelas, luz... Curvar-se à preferida
dos deuses do infinito - a mulher, meu profeta...
A VIDA DO POETA POR JOÃO JUSTINIANO
Mensagem original
De: João Justiniano < joaojustiniano@terra.com.br >
Para: solsolbat < solsolbat@bol.com.br >
Assunto: Re: [ACAMPAMENTO DA POESIA DE EN TRE-IJUÍS]
Enviada: 11/11/2009 14:55
Envaidecido e quanto, Solange, pelo ícone!Nem, podia imaginar. Dá vontade de publicar mais livros. E escrever indefinidamente.Ê, e como é fácil publicar no blog. Passar-te o texto e pronto.Vai então mais este. Fácil assim, enviarei sempre mais um.João JustinianoA Vida do Poeta
25.08.75
A vida do poeta é uma flor entreaberta,
uma esperança, um canto, a ilusão pressentida;
o gosto do trabalho e da vitória certa,
e, com certeza a dor, que robustece a vida.
De passagem o tempo, a que ele chama lida,
que constrói e destrói, que comanda e conserta.
E a alma, acima do tempo, eterna, não vencida,
Posposta às gerações a que anima e desperta.
É feliz porque entende essa expressão de nada
e tudo que resume e confunde a existência
ora tranqüila e mansa, ora desesperada.
Pode viver em paz um centenário inteiro,
Cantando o amor, cultuando a fé e a inteligência,
um século transpor, janeiro após janeiro.
CREDO - POR JOÃO JUSTINIANO
Mensagem original
De: João Justiniano < joaojustiniano@terra.com.br >
Para: solsolbat < solsolbat@bol.com.br >
Enviada: 09/11/2009 23:05
Olhe aí pessoal! O que escrevia há cinquenta anos.
O soneto a seguir, é do meu primeiro livro, editado em 1960 em Belém do Pará.
João Justiniano
Credo
Eu creio no perfume das mulheres
E no frescor da carne feminina.
Creio no amor, no gozo e em seus misteres,
A dádiva maior da mão divina.
Eu creio na beleza - e se disseres
Que há mulher feia, é que não tens a sina
De ter mãe viva ou esposa entre as mulheres,
Nem tens irmãs ou filha pequenina.
Eu creio na mulher – a singeleza,
Vigor e bem, poder reprodutivo,
Sacrifício, humildade, amor, pureza.
Eu creio enfim, que a humanidade, a vida,
Vem tudo da mulher - ser primitivo,
Benção de Deus à terra atribuída.
João Justiniano da Fonseca
Meu querido desconhecido - POR MARJORIE BIER
e um boné. Você, que tinha os cabelos sempre tão limpos e cujas roupas
eu dobrava todas, passou por mim e me olhou com olhos rápidos. Da
mesma cor que antes, mas eram olhos outros. Aqueles que viram dores
durante o nosso tempo separado. Era você mesmo, era eu, mas éramos tão
distantes de nós, tão frios diante do nosso desconhecimento mútuo.
Você que tanto amei. Você que tanto me amou, que trocamos beijos
longos e loucos e cujas cicatrizes eu lambi. Você que me foi tão
secreto e que por anos também me traduziu. Estranhos. Hoje nos
encontramos como se não houvesse passado. Você, de cabeça baixa, fez
um sinal educado. Eu, desconcertada, fiz que não tinha importância.
Marjorie Bier - Redatora Publicitária e blogueira inveterada.
http://marjoriebier.wordpress.com/
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Refém
Fernando Abreu. Protelo a leitura com medo de ter que fechar o livro e
esquecer tudo o que li. Gosto da prosa fluida, sinto-me ali em
essência. Catalogada, observo me abandonar depois que a capa do livro
se fecha e fica o tom solene e funesto pairando ao redor de mim.
Coleciono livros inacabados. Leituras nunca findadas. Finais felizes e
outros nem tanto a espera de meus olhos cansados. Sou refém de páginas
nunca lidas por medo do vazio do depois. Faço das palavras alheias um
píer pra me precipitar. E quase vou.
Passo horas imaginando rostos, sequências em slow. Determino cheiros,
paisagens e rituais que depois são abortados de mim. Perco o essencial
daquilo que me vê e me transfere sem os modernos apetrechos digitais.
Sou uma órfã sem esperança literária de adoção.
Marjorie Bier - redatora Publicitária, blábláblá, blogueira inveterada
http://marjoriebier.wordpress.com/
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
O PIQUENIQUE DO CUSCO - OTÁVIO REICHERT
Mensagem original
De: otavio.reichert < otavio.reichert@bol.com.br >
Enviada: 09/11/2009 21:05
O piquenique do cuscoSoltei o cachorro pecapara ter mais liberdadepois quem mora na cidadetem espaço bem menor.Correndo no campo abertoFoi soltando seu instintoFuçou toca e labirintoCheirou tudo a seu redor.Já foi fazendo xixiPra demaracar territóriovou fazer o relatóriode outras coisas que fez.Fugindo de quero-querosPerseguiu duas preáslatiu contra sabiáslevou chifrada da rês.Quando é verão na campanhao lagarto sai da tocaparece até que provocapra fazer um corrida.Na direção das pedreiraso bicho entrou num buracodo rabo perdeu um nacoonde o cão deu a mordida.De branco ficou vermelhobem antes de vir-se emborade saudade hoje choraao lembrar do piquenique.Veio junto um carrapatogrudado no seu pescoçoe da mata trouxe um ossocom o qual brinca... nos chiliques.Otavio Reichert
Apenas mais uma de amor - Marjorie Bier
do amor como se fosse a sua resposta. Mas sou daquelas mulheres que
calam, que escrevem tudo o que deveria ser falado. Sei que você
esperou por cada uma das minhas palavras, mas elas estavam ocupadas
vigiando impulsos e foram traduzidas como descaso. Não te peço nada
além de compreensão. Apenas pense em mim como alguém que alcançou a
mesma medida do que você sentiu, as mesmas dúvidas, a mesma timidez
diante do desconhecido, a mesma saudade. O que escrevo, agora, parece
covarde, eu sei. Você já deve ter lido, ouvido ou visto em filmes por
aí e, se não me engano, ficou sonhando em me ver ultrapassar os
limites, audaz e febril como quando eu não sabia do que era capaz. Por
tudo o que ainda vamos viver, pelo tempo que não verei você sorrir,
pela saudade que vou sentir da sua voz, por todo esse tempo em que
você andará longe de mim e eu de você, pelo tamanho da nossa
descrença, pela resistência da nossa solidão, acredite em mim: te amei
mais do que pude, nunca te amei menos que a mim.
Marjorie Bier - Redatora Publicitária e blogueira inveterada
http://marjoriebier.wordpress.com/
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Vadiagem Cósmica
desfilam no teu céu arredio.
Transeuntes,
derradeiras,
imagens astrais corriqueiras
do meu delírio boreal.
Carregam, entre prefixos,
velhos instintos,
sufixos,
verbetes turquesa e cinza,
moribundos geniais.
Reviram os olhos e o vento
as minhas estrelas trôpegas,
cadentes.
Decadentes astros cômicos,
vadios apelos em mim.
Marjorie Bier - Redatora Publicitária, cronista cultural do jornal TRI
Notícias (Ijuí), contista da revistra TRI, blogueira inveterada
http://marjoriebier.wordpress.com/
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Poema e saudades-Abraços e bênçãos a todos os irmãos na poesia!
Campos
Ó campos que cobrem a terra,
As vozes dos pássaros te saúdam.
As deusas que cantam em todas as belezas,
Também cantam em ti,
E seus delicados pés desnudos bebem do teu orvalho.
Na dança das estações,
Enquanto a flor descansa nas profundezas do solo,
A primavera aguarda sutil e mansa,
A hora do despertar.
Nas estranhas da terra morena e linda
Que vive a suspirar,
O poder da vida pulsa.
A primavera acorda, e é por ti, bem-vinda.
Quando o céu chora sobre tua superfície,
As flores brotam ternamente abraçadas.
Traze à luz, o bálsamo de tuas ervas sagradas,
Alimentas as criaturas que a ti acorrem,
Acolhes a correria lépida das lebres,
Escondes insetos que sobre teus cabelos verdes
Ora repousam, ora brincam e correm.
E as borboletas,
Na euforia que lhes traz a aurora,
Pincelam o pólen de flor em flor,
Como quem verseja numa página branca
A mais pura e sincera declaração de amor.
No verão abrasador,
Descem sobre ti os beijos do sol,
Mas o vento, sensível à tua ânsia febril,
Abre as asas em teu socorro.
E quando tua face enegrece,
A lua desce,
Colocando em traços vivos
Os vultos e as sombras peregrinas
Dos espíritos das gerações que te plantaram.
Há marcas de mãos,
Que escavaram chãos,
E que derramaram minúsculas sementes.
Ó campo, que a tantos encanta,
O poeta a ti confia seus íntimos segredos,
E seus sonhos ledos,
Criando metáforas que em versos canta.
E vê em teus olhos verdes, ó campina,
O mesmo olhar daquela menina,
Que lhe plantou na alma uma secreta dor.
E tu, abençoado campo da minha terra,
Que dos corações, ouve o clamor,
Oferece o veludo de teu leito
Para quem precisa aliviar o peito
Irrigando-te com lágrimas de amor!
(Lúcia Barcelos)