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Contamos com a presença de vocês!
8ª Feira do Livro de Santa Rosa e ASES-RS anunciam os vencedores da 2ª edição do Concurso Internacional de Contos Vicente Cardoso
Neste sábado 06/10/2012 reuniram-se os jurados da 2ª edição do Concurso Internacional de Contos Vicente Cardoso professor Roque Aloísio Weschenfelder graduado em Letras Português, Inglês e Literatura e escritor premiado em vários concursos literários e a escritora, pedagoga, orientadora educacional, arteterapeuta, Mestre em Educação, coordenadora do Grupo de Teatro Estudantil ATIVAR da Escola Estadual de Ensino Fundamenta Cruzeiro Maria Inez Flores Pedroso para decidirem os premiados e as menções honrosas deste certame literário.
O concurso recebeu mais de trezentos trabalhos de cerca de sete países e de todos os estados do Brasil dentro do gênero ficção científica ou fantasia.
Os vencedores desta edição são:
1º colocado: A Viúva de Monsserat
Pseudônimo: Victória Nix
Nome real: Vanessa Laís Roberti
Cidade: Três de Maio RS
2º colocado: O Guerreiro da Luz Púrpura
Pseudônimo: Ronald Voormann
Nome Real: Rafael de Moura Piovesana
Jundiai-SP
3º colocado : Gênesis
Pseudônimo: Valentina Tereshkova
Nome real: Davi Menossi Gonzales
São Caetano do Sul, SP
4º colocado: O Caçador de Lágrimas
Pseudônimo: R.Rodrigues
Nome real: Regina Célia Rodrigues dos Santos
Colombo, PR
5º colocado: Humanoid
Pseudônimo: Angelina Crisccelys
Nome real: Talita Magalhães Ventura
São Paulo, SP
Menção: A Décima segunda Porta
Pseudônimo: Florêncio Terra Cambará
Nome real: Olavo Souza Berquó
Porto Alegre, RS
Menção: O dia em que encontrei outro Henrique VIII na minha sala de estar
Pseudônimo: Dori
Nome Real: Clara Augusta d'Amaral Savelli
Rio de Janeiro, RJ
Menção: Hipérbole
Pseudônimo: Wilhelm Yatsek
Nome real: Rodrigo Zafra Toffolo (Nome artístico: Rodrigo Zafra)
Santos, SP
Menção: A Pena de Fenix
Pseudônimo: John McCartney
Nome real: Fabio Baptista
São Paulo, SP
Menção: Empório dos Sonhos
Pseudônimo: Cesário Rey
Nome real: Ademilson Reis
Alpinópolis, Minas Gerais
Menção: As Portas da Percepção
Pseudônimo: Frederíca de Henares
Nome real: Alexandra Lopes Da Cunha
Porto Alegre, RS
Curiosidades do meio literário.
O escritor Wolfgang Von Goethe escrevia em pé. Ele mantinha em sua casa uma escrivaninha alta.
O escritor Pedro Nava parafusava os móveis de sua casa a fim que ninguém os tirasse do lugar.
Gilberto Freyre nunca manuseou aparelhos eletrônicos. Não sabia ligar sequer uma televisão. Todas as obras foram escritas a bico-de-pena, como o mais extenso de seus livros, Ordem e Progresso, de 703 páginas.
Euclides da Cunha, Superintendente de Obras Públicas de São Paulo, foi engenheiro responsável pela construção de uma ponte em São José do Rio Pardo (SP). A obra demorou três anos para ficar pronta e, alguns meses depois de inaugurada, a ponte simplesmente ruiu. Ele não se deu por vencido e a reconstruiu. Mas, por via das dúvidas, abandonou a carreira de engenheiro.
Machado de Assis, nosso grande escritor, ultrapassou tanto as barreiras sociais bem como físicas. Machado teve uma infância sofrida pela pobreza e ainda era míope, gago e sofria de epilepsia. Enquanto escrevia Memórias Póstumas de Brás Cubas, Machado foi acometido por uma de suas piores crises intestinais, com complicações para sua frágil visão. Os médicos recomendaram três meses de descanso em Petrópolis. Sem poder ler nem redigir, ditou grande parte do romance para a esposa, Carolina.
Graciliano Ramos era ateu convicto, mas tinha uma Bíblia na cabeceira só para apreciar os ensinamentos e os elementos de retórica. Por insistência da sogra, casou na igreja com Maria Augusta, católica fervorosa, mas exigiu que a cerimônia ficasse restrita aos pais do casal. No segundo casamento, com Heloísa, evitou transtornos: casou logo no religioso.
Aluísio de Azevedo tinha o hábito de, antes de escrever seus romances, desenhar e pintar, sobre papelão, as personagens principais mantendo-as em sua mesa de trabalho, enquanto escrevia.
José Lins do Rego era fanático por futebol. Foi diretor do Flamengo, do Rio, e chegou a chefiar a delegação brasileira no Campeonato Sul-Americano, em 1953.
Aos dezessete anos, Carlos Drummond de Andrade foi expulso do Colégio Anchieta, em Nova Friburgo (RJ), depois de um desentendimento com o professor de português. Imitava com perfeição a assinatura dos outros. Falsificou a do chefe durante anos para lhe poupar trabalho. Ninguém notou. Tinha a mania de picotar papel e tecidos. "Se não fizer isso, saio matando gente pela rua". Estraçalhou uma camisa nova em folha do neto. "Experimentei, ficou apertada, achei que tinha comprado o número errado. Mas não se impressione, amanhã lhe dou outra igualzinha."
Numa das viagens a Portugal, Cecília Meireles marcou um encontro com o poeta Fernando Pessoa no café A Brasileira, em Lisboa. Sentou-se ao meio-dia e esperou em vão até as duas horas da tarde. Decepcionada, voltou para o hotel, onde recebeu um livro autografado pelo autor lusitano. Junto com o exemplar, a explicação para o "furo": Fernando Pessoa tinha lido seu horóscopo pela manhã e concluído que não era um bom dia para o encontro.
Érico Veríssimo era quase tão taciturno quanto o filho Luís Fernando, também escritor. Numa viagem de trem a Cruz Alta, Érico fez uma pergunta que o filho respondeu quatro horas depois, quando chegavam à estação final.
Clarice Lispector era solitária e tinha crises de insônia. Ligava para os amigos e dizia coisas perturbadoras. Imprevisível, era comum ser convidada para jantar e ir embora antes de a comida ser servida.
Monteiro Lobato adorava café com farinha de milho, rapadura e içá torrado (a bolinha traseira da formiga tanajura), além de Biotônico Fontoura. "Para ele, era licor", diverte-se Joyce, a neta do escritor. Também tinha mania de consertar tudo. "Mas para arrumar uma coisa, sempre quebrava outra."
Manuel Bandeira sempre se gabou de um encontro com Machado de Assis, aos dez anos, numa viagem de trem. Puxou conversa: "O senhor gosta de Camões?" Bandeira recitou uma oitava de Os Lusíadas que o mestre não lembrava. Na velhice, confessou: era mentira. Tinha inventado a história para impressionar os amigos. Foi escoteiro dos nove aos treze anos. Nadador do Minas Tênis Clube, ganhou o título de campeão mineiro em 1939, no estilo costas.
Guimarães Rosa, médico recém-formado, trabalhou em lugarejos que não constavam no mapa. Cavalgava a noite inteira para atender a pacientes que viviam em longínquas fazendas. As consultas eram pagas com bolo, pudim, galinha e ovos. Sentia-se culpado quando os pacientes morriam. Acabou abandonando a profissão. "Não tinha vocação. Quase desmaiava ao ver sangue", conta Agnes, a filha mais nova.
Mário de Andrade provocava ciúmes no antropólogo Lévi-Strauss porque era muito amigo da mulher dele, Dina. Só depois da morte de Mário, o francês descobriu que se preocupava em vão. O escritor era homossexual.
Vinicius de Moraes, casado com Lila Bosco, no início dos anos 50, morava num minúsculo apartamento em Copacabana. Não tinha geladeira. Para aguentar o calor, chupava uma bala de hortelã e, em seguida, bebia um copo de água para ter sensação refrescante na boca.
José Lins do Rego foi o primeiro a quebrar as regras na ABL, em 1955. Em vez de elogiar o antecessor, como de costume, disse que Ataulfo de Paiva não poderia ter ocupado a cadeira por faltar-lhe vocação.
Jorge Amado para autorizar a adaptação de Gabriela para a tevê, impôs que o papel principal fosse dado a Sônia Braga. "Por quê?", perguntavam os jornalistas, Jorge respondeu: "O motivo é simples: nós somos amantes." Ficou todo mundo de boca aberta. O clima ficou mais pesado quando Sônia apareceu. Mas ele se levantou e, muito formal disse: "Muito prazer, encantado." Era piada. Os dois nem se conheciam até então.
O poeta Pablo Neruda colecionava de quase tudo: conchas, navios em miniatura, garrafas e bebidas, máscaras, cachimbos, insetos, quase tudo que lhe dava na cabeça.
Vladimir Maiakóvski tinha o que atualmente chamamos de Transtorno Obsessivo-compulsivo (TOC). O poeta russo tinha mania de limpeza e costumava lavar as mãos diversas vezes ao dia, numa espécie de ritual repetitivo e obsessivo.
A preocupação excessiva com doenças fazia com que o escritor de origem tcheca Franz Kafka usasse roupas leves e só dormisse de janelas abertas – para que o ar circulasse -, mesmo no rigoroso inverno de Praga.
O escritor norte-americano Ernest Hemingway passou boa parte de sua vida tratando de problemas de depressão. Apesar da ajuda especializada, o escritor foi vencido pela tristeza e amargura crônicas. Hemingway deu fim à própria vida com um tiro na cabeça.
Senhores escritores
Da parte da Associação Santa-rosense de Escritores, estou convidando os prezados amigos escritores para a 8ª Feira do Livro de Santa Rosa.
A Feira acontecerá na Praça da Bandeira de 7 a 10 de Novembro.
A pedido da comissão de autografos comunicamos aos interessados em lançar livros que enviem para esse endereço eletrônico o nome da obra, autor e gênero literário até o dia 10/10/1012.
Um sopro de vida nos enche os pulmões e nasce a poesia.
Dia Mundial da Poesia
Não tenho nada que me valha mais do que a Poesia. Dia vinte e um de março, por obra da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), a obra dos poetas tem licença pra passar. Meio porta-estandarte, quase um Dom Quixote, o poeta avança em direção aos seus. Cada filho de Deus tem o dom da Poesia. Quem não faz versos, aprecia-os. Apreciar é fazer, enfim, o seu dia, a poesia.
Quanta vida sem nada de vida, correndo pelos ralos, como se a vida não valesse mais do que um cifrão num papel que surge ao final do mês! Poesia, muitos dizem, não enche barriga. Mas Poesia, caro amigo, enche a alma. Mesmo que a gente sofra, mesmo que a gente chore, não há de ser nada: sofrimento, com a Poesia, vira verso, e as lágrimas nada mais são do que as gotículas do grande mar interno que se faz eterno.
A Poesia tem seu dia no mundo: o Dia Mundial da Poesia. Por isso, como se fosse costume, nada de mais, pare um pouco a rotina, saia do modo automático que lhe rege as últimas horas, os últimos dias, os últimos meses e os últimos anos: pare e pense no quanto a Poesia nos deve ajudar. A folha que um vento carrega pra longe da árvore só pode viver se tiver um bocado de sonho, uma velha varanda onde à noite pousar.
Olivaldo Júnior
Moji Guaçu, SP, vinte de março de 2012.
http://youtu.be/LYqlYsZyw38
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MÃE!
MÃE!
MÃE!
És amor personificado.
Nome bendito,
Olhar cuidadoso,
Poema de sonhos,
Suave perfume,
Carícia sublime,
Alvorada de luz,
Calor humano.
Na tua oficina do amor, aprendemos a semear o amor e a paz!
Repartimos um pouco de nós com aqueles que DEUS colocou em nossas vidas.
MÃE!
MÃE!
MÃE!
éÉs benção dos céus!
Estrela guia,
Voz pura,
Olhar cuidadoso,
Flor bela,
Palavra sincera,
Gesto carinhoso,
Destino conduzindo outro destino.
Paz no infinito.
Mulher sábia que desvenda os segredos da vida.
MÃE!
MÃE!
MÃE!
És o exercício permanente do amor!
Solange da Cruz Battirola
http://www.poetasdelmundo.com/verInfo.asp?ID=4608
É licenciada em Pedagogia pela URI – Universidade Regional Integrada. Doutoranda em Educação pela UTIC – Universidade Tecnológica Intercontinental. Professora da Rede Estadual de Ensino, tem trabalhos publicados no livros: Voragem, Aldeias, Presença, Afluências, Letras Contemporâneas, Revistas Pedagógicas, agendas poéticas, escreve semanalmente para o Jornal Missioneiro e mantém a coluna mensal do VirArte, no Jornal Igaçaba. Considera-se aprendiz da vida e de seus encantos, mora no município de São Luiz Gonzaga, Rio Grande do Sul, faz parte do Movimento Literário virArte e do Instituto Histórico e Geográfico/ SLG.
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Campos dos Goytacazes
Concurso de Trovas - 2011
Palestra de Maria Nascimento Santos Carvalho
Presidente da União Brasileira de Trovadores UBT -
Seção Rio de Janeiro
Homenagem à UBT e aos Trovadores Campistas
Data: 18 de junho de 2011.
Local: União Brasileira de Trovadores
Seção Campos dos Goytacazes
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Autoridades presentes,
minhas senhoras, senhores,
inspirados concorrentes,
caros irmãos trovadores:
Vir a Campos é um presente
de valor inestimável,
que, além de deixar contente,
une o útil ao agradável.
Nesta homenagem, senhores,
começarei pelas bases,
destacando trovadores
de Campos dos Goytacazes.
Meus amigos:
Cumprindo uma honrosa missão, volto a Campos dos Goytacazes, cidade que amei desde o primeiro olhar, desde os primeiros passos que dei nesta terra gloriosa e apaixonante.
Como disse, foi amor à primeira vista... Vim aqui aplaudir os irmãos Trovadores premiados no Concurso de Trovas, no ano de 1970, e gostei tanto da cidade e de seus habitantes, que, em vez dos dois dias programados, fiquei 10 dias, na casa do casal Conceição e Décio Cunha, na Rua Marquês de Abrantes. Muitas vezes voltei nos anos seguintes, inclusive para receber o prêmio de primeiro lugar do Concurso de Trovas da Associação de Criadores de Canários Campainha.
Fiz uma palestra no encerramento de um dos eventos trovadorescos, substituindo, por motivo de doença, o saudoso Trovador Luiz Otávio, Príncipe dos Trovadores do Brasil, fundador e Presidente Perpétuo da União Brasileira de Trovadores. Naquela oportunidade, recebi o honroso título de "Namorada dos Trovadores Campistas" e, em consequência, fui transformada numa "Trovadora - poligâmica" (por uma boa causa, é claro...).
Assim, amigos, versando a palestra sobre os Trovadores de Campos, creio estarmos fazendo uma justa homenagem a Campos dos Goytacazes, esta terra acolhedora, de povo solidário e hospitaleiro.
A seleção que será a seguir apresentada foi feita de acordo com os três volumes da "Coletânea Trovadores do Brasil" dos anos 1965, 1967 e 1970, organizada pelo saudoso irmão-trovador Aparício Fernandes. Vejamos:
-Antônio Augusto de Assis (A. A. de Assis): nascido em São Fidélis, é um dos mais notáveis trovadores brasileiros. Ainda bem jovem, criou asas, alçou grandes voos, radicando-se em Maringá/PR onde presta grandes serviços à educação, às letras e à cultura. Escreveu a conhecida "Missa em Trovas", texto usado oficialmente na celebração de missas solenes nos Jogos Florais e Concursos de Trovas. Recentemente recebeu o título de Cidadão Maringaense por seus indiscutíveis méritos.
Deus fez a Terra... e, ao fazê-la,
deu-lhe o toque comovente:
fez o céu para envolvê-la
num pacote de presente!
-Constantino Gonçalves
Viola dos meus amores,
levo-te pelos caminhos,
para que faças de flores
e estrada que tenha espinhos.
-Denancy Mello Anomal:
Para que possa correr
e alcançar vasto horizonte,
a trova tem que nascer
como nasce a água na fonte.
-Heraldo Lisboa (De Dores de Macabu): Presidente do Grêmio Brasileiro de Trovadores – Seção juvenil, e, posteriormente, sócio da UBT - RJ.
A Maria Aparecida
é moça para se ver:
- Além do nome, a bandida
deixa tudo aparecer...
-José Carlos Guimarães: autor de trovas de rimas simples, consideradas quadras, que raramente eram classificadas nos Concursos e Jogos Florais.
No coração, sendo mancha
de minha ilusão perdida,
saudade é traço marcante
que levo por esta vida!
-Jesy Barbosa: poetisa e cantora, eleita na década de cinquenta "Rainha da Canção Brasileira".
Quanto mais teu corpo enlaço,
mais padeço o meu tormento,
por saber que meu abraço
não prende teu pensamento.
-Maria de Lourdes Póvoa Bley:
Minha vida... nossas vidas...
algum dia se encontraram
e ficaram tão unidas
que nunca se separaram...
-Pedro Manhães: talvez o Trovador mais conhecido da cidade campista. Era poeta, jornalista, membro da Academia Pedralva de Letras e Artes, do Instituto Campista de Literatura e da UBT – Seção de Campos. Faleceu em 15 de dezembro de 1989.
Ai, amor, doce segredo
que não se vê, mas se sente ...
- razão de um eterno enredo
na vida de toda gente!
-Rodrigues Crespo:
Não me chames de senhor,
que não sou tão velho assim.
E ao teu lado, meu amor,
não sou senhor nem de mim...
-Sílvio Fontoura: Utilizou rima simples numa quadra de excelente qualidade.
Nós todos somos assim,
em qualquer situação:
- Se a razão é contra nós.
nós somos contra a razão.
-Antônio Carlos Teixeira Pinto:
Não consigo, madrugada,
de forma alguma entendê-la:
A cada flor despertada,
ter de morrer uma estrela!
-João Antonio de Azevedo Cruz: aderiu, na maioria da sua obra trovadoresca, as rimas do 1º com o 4º verso e do 2º com o 3º:
Teu nome, posto no meio
da frase, tem a virtude
de dar à frase mais rude
os ares de um galanteio.
-Cid Andrade:
Hei de guardar, na lembrança,
lembranças dos bons momentos...
- Se o meu amor não te alcança,
te alcançam meus pensamentos!
-João Rodrigues de Oliveira: tinha predileção pelas trovas brejeiras.
Sempre foi tão reverente
e tão pegado à etiqueta,
que, quando perde um parente,
só toma cerveja preta.
-João José Marques Tavares:
Se eu ficasse cego, iria
em pouco tempo morrer.
É que, amor, me mataria
a vontade de te ver.
-Phocion Serpa:
A saudade é uma cortina
de tecido singular,
banhada de luz divina,
cor do céu e cor do mar...
-Álvaro Duarte Barcelos: nascido em 1905, sócio fundador da Associação Campista de Imprensa e da Academia Campista de Letras. Na década de 60 já clamava a Deus pelos menos favorecidos.
Ó Deus, por que não condenas
os que esqueceram Teu nome,
e deixam a duras penas
os pobres passando fome?
-Ângela Maria Sarmet Moreira:
Mãe! Tens de neve os cabelos,
alma pura de menina...
Os teus olhos... só por vê-los
o meu olhar se ilumina.
-Durval Coutinho Lobo:
A Vida na solidão
é também felicidade,
quando o amor no coração
se transfigura em saudade.
-Isimbardo Peixoto:
Poemas já fiz diversos
àquela que é meu tormento,
porém meus melhores versos
eu lhe escrevo em pensamento.
-Milton Nunes Loureiro: saudoso Presidente da UBT-Niterói. Realizou 40 Jogos Florais durante suas vitoriosas gestões. Faleceu em 31.01.2011.
Vivo a espera na lembrança,
mas não sei, amor, porque,
já perdi toda esperança
de me esquecer de você.
-Antônio Manoel Abreu Sardenberg: também nascido em São Fidélis. É o criador do conceituado site "Alma de Poeta", que congrega uma infinidade de obras literárias de autores consagrados. Também, presta um grande serviço à língua pátria, divulgando cultura pela internet. É delegado da UBT-São Fidélis, já tendo realizado vários encontros e concursos literários.
A verdade nos maltrata
nesta lição contundente:
saudade que não se mata,
aos pouquinhos mata a gente.
-Antônio Roberto Fernandes: também natural de São Fidélis, tem, no entanto, sua vida literária e profissional ligada a Campos. Foi o grande incentivador e comandante do "Café Literário".
Sou feliz! Não vivo ao lado
das estrelas na amplidão,
mas posso ter um punhado
de vagalumes na mão!
Prata Tavares: de Conceição de Macabu, mas radicado em Campos, exerceu a profissão de radialista e jornalista, sendo redator-chefe do jornal "A Cidade":
Roubei-te um beijo outro dia,
todo nervoso, afobado,
e fazendo-o, quem diria
que roubando fui roubado!
-Sonia Vasconcellos:
No trem do meu casamento
a sogra pegou carona.
Se a vida a dois é tormento,
vida a três é maratona!
-Walter Siqueira: de Quissamã. Foi fundador da Academia Pedralva de Letras e seu Presidente desde a sua fundação, em 1947, até 1954. Membro da Academia Campista de Letras, do Instituto Campista de Literatura e da União Brasileira de Trovadores. Foi, portanto, o quissamaense mais campista que já existiu.
Quando, manhã, bem cedinho,
abrindo os olhos desperto,
através do teu carinho,
vejo logo um céu aberto!
-Latour Neves Silva Arueira: o saudoso Latour Arueira era jornalista atuante. Foi presidente da Academia Pedralva de Letras de Campos de 1972 a 1974 e durante muitos anos presidiu o Conselho Nacional da UBT. Assíduo frequentador das reuniões da UBT-Seção Rio de Janeiro.
Eis que o destino descobre
a sorte que Deus me deu...
Ninguém no mundo é mais pobre
e nem mais feliz do que eu...
-Agostinho Rodrigues: Radicado na cidade de Campos dos Goytacazes, e redator do boletim literário "Navegando na Poesia", de grande sucesso em todo o Brasil.
Minha fonte respeitada,
que eu amava com fervor,
hoje está purificada
junto a Deus, Nosso senhor!
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À Neiva de Souza Fernandes, Trovadora Ilustre e Delegada da UBT – Campos, que, corajosamente idealizou este certame de Trovas, almejamos que realize muitos outros, com o apoio da comunidade campista, para elevar cada vez mais o nome de Campos dos Goytacazes. Como homenagem ao seu desprendimento e dedicação constantes, registramos uma de suas inúmeras Trovas:
Quem me dera alguém pudesse
entender meu sentimento.
Seria a trova uma prece
para o fim do sofrimento!
E eu fui falando ... falando,
quase esquecendo o presente...
Mas volto lhes confessando
o que hoje a minha alma sente...
Permitam - me lhes dizer,
com infinita humildade,
que nem sei como conter
meu grau de felicidade...
Estou realmente encantada
por tudo que me fizeram,
e levo na alma guardada
toda a atenção que me deram.
Em meio a tanta afeição
a minha emoção é tanta
que as frases de gratidão
morrem presas na garganta.
Pela amizade, que fez
maravilhoso o meu dia,
eu partilho com vocês
a minha grande alegria.
Caros irmãos Trovadores:
- Num preito de gratidão,
trouxe-lhes milhões de flores
no jardim do coração.
Que a Neiva, dia após dia,
tendo idéia sempre nova,
como nova estrela guia
guie os destinos da Trova...
Pessoalmente e em nome e da União Brasileira de Trovadores - Seção Rio de Janeiro, cumprimento a querida Irmã Trovadora Neiva de Souza Fernandes, D.D. Delegada da UBT de Campos dos Goytacazes, aos demais dirigentes, sócios, amigos da trova. Agradeço também ao Magnífico Trovador Edmar Japiassú Maia, que me indicou para mostrar esses "Dois Dedos de Trovas". E a todos que testemunharam a alegria que se reflete no meu semblante e cala em minha alma, finalizo dizendo:
Deus é tão amigo dos poetas que lhes deu inspiração para cantar, em versos, a grandiosidade da Natureza e dotou o "homem comum" de sensibilidade para entender a bendita linguagem do amor e da Poesia ...
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