quarta-feira, 11 de novembro de 2009

CREDO - POR JOÃO JUSTINIANO

Mensagem original
De: João Justiniano < joaojustiniano@terra.com.br >
Para: solsolbat < solsolbat@bol.com.br >
Enviada: 09/11/2009 23:05

 Olhe aí pessoal! O que escrevia há cinquenta anos.
O soneto a seguir, é do meu primeiro livro, editado em 1960 em Belém do Pará.


João Justiniano


Credo

Eu creio no perfume das mulheres

E no frescor da carne feminina.

Creio no amor, no gozo e em seus misteres,

A dádiva maior da mão divina.

Eu creio na beleza - e se disseres

Que há mulher feia, é que não tens a sina

De ter mãe viva ou esposa entre as mulheres,

Nem tens irmãs ou filha pequenina.

Eu creio na mulher – a singeleza,

Vigor e bem, poder reprodutivo,

Sacrifício, humildade, amor, pureza.

Eu creio enfim, que a humanidade, a vida,

Vem tudo da mulher - ser primitivo,

Benção de Deus à terra atribuída.

João Justiniano da Fonseca



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